Conviver com pessoas e trabalhar com elas parece uma tarefa fácil, mas não é! Gostar pode ser um bom começo, contudo muito mais do que isso são necessários talento e sensibilidade para perceber que cada um reage a sua maneira e ao seu tempo distintamente. Na linha de gestão de pessoas fala-se muito em respeito ao próximo, suas limitações, seus medos e inseguranças. No mercado de trabalho garantir o emprego transforma o comportamento das pessoas, tornando-as mais competitivas, inseguras e distantes umas das outras. Ter alguém para orientar, um líder mais humanista e sensato, que inspire mais segurança no ambiente de trabalho, é um dos maiores sonhos de consumo de qualquer trabalhador.

No entanto, as pessoas torcem o nariz para os aspectos da liderança. De fato, há uma questão peculiar em relação ao tema porque nem todo mundo sabe lidar direito com o comportamento do líder, que precisa ser firme em alguns momentos, porém evita falar a respeito de si mesmo por medo de sentir-se acima das outras pessoas. Ser um incentivador de talentos através da capacidade de liderar com inteligência e sensibilidade é, ao meu ver, um dos maiores desafios de quem nasceu com o dom de liderar.

Ao mesmo tempo em que existem pessoas que lideram de maneira natural, existem os que lideram apenas por atração pelo poder, sendo estes os que menos se importam com que os outros pensam, querem resultado e pronto! Outro dia eu mesma passei por uma situação “saia justa” da liderança e cheguei em casa pensando em uma maneira de conviver com isso. Segundo Nelson Mandela: “…bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras diante de você. É na medida em que deixamos a nossa luz brilhar que damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.”

Nas academias, um dos maiores desafios é achar pessoas com aspectos de liderança para efetivamente gerenciar outras a produzir bons resultados em um ambiente agradável e amigável. Neste caso, liderar pode estar na figura do coordenador que conquista, através das pessoas, metas necessárias para a saúde da empresa e do departamento. É importante ainda saber lidar com a expectativa do dono que também espera que o coordenador seja o “Mago Merlin”, que soluciona todos os problemas e ainda adivinha quando eles irão acontecer!

Ao exercer o papel de líder de uma equipe, é preciso inspirar as pessoas para que o trabalho, e consequentemente seus resultados, não se percam no meio do caminho. Observar e reconhecer a diferença entre ser chefe e líder também ajudam bastante: enquanto o primeiro tem o foco voltado mais para as coisas, o segundo preocupa-se mais com as pessoas; um tem visão de curto prazo e o outro de longo prazo; um recebe um cargo e o outro toma iniciativa para liderar; um focaliza o presente e o outro focaliza o futuro.

Portanto, ao preparar-se para uma nova fase que é a coordenação ou a liderança de uma equipe de pessoas, não pense que será um “mar de rosas”. Além de planilhas, tabelas de horário, números de alunos/ aula, quantidade de horas/ aula de cada professor, etc., é necessário lidar com o conjunto de emoções que são as pessoas, saber respeitar as suas limitações, medos e inseguranças, pois é através delas que as coisas acontecem.