Em coaching existe uma expressão chamada propósito positivo que é quando temos a intenção de fazer algo legal, mas na verdade só é legal para a a gente, mas a gente não percebe!

Por exemplo:

Ficamos com a ideia de que bom atendimento é tratar bem as pessoas. Isso é propósito positivo. Ficamos com a intenção de atender bem! Mas, ter as melhores metodologias é nossa obrigação, reconhecer as pessoas quando entram e saem da nossa academia é nossa obrigação, trocar o treino… sem comentários! É mais do que nossa obrigação.

Sermos gentis é estatuto universal de relacionamento humano, não só corporativo. Enquanto tratarmos essas questões como diferencial, vamos patinar!

Principalmente em se tratando de encantamento.

Se encantar é surpreender o que há de surpreendente em chamar o cliente pelo nome?

No Brasil, em termos gerais, não temos competência emocional para entender o que seria um atendimento personalizado. Enquanto acharmos que estamos nos esforçando e fazendo nossa parte sem olhar de verdade a dimensão do nosso trabalho, vamos patinar! E patinar significa que estamos nos iludindo só porque fazemos nosso trabalho, que estamos dando o nosso melhor. Mas não estamos. Qual a solução?

Duas coisas: focar no nosso dia a dia e principalmente parar de ficar preocupado com o que estão fazendo por aí! Enquanto desperdiçarmos nosso tempo preocupados com os outros num nível de insegurança e ameaça, deixamos de nos focar no que podemos fazer para sermos surpreendentes!

Mas… para termos tração que é o contrário de patinar, pensar o que estamos fazendo aqui e agora, onde temos oportunidade de chamar para “um café” meu cliente e discutirmos juntos que caminho a seguir no programa de treino dele, pode ser um bom começo. E é tão simples.

Mas somos escravos do tempo! Somos escravos das tarefas! Somos escravos da operação! E cada vez mais damos permissão para nos atolarmos de afazeres cada vez mais operacionais. Ficamos muito preocupados em resolver os problemas, que na verdade não são, mas se tornam, quando não há competência estratégica para a solução, mãos do que para o erro. Estamos muito preocupados em “como” vamos fazer o que temos que fazer. Buscamos o “pronto” para evitar perder tempo pensando!

O “como” precisa parar de ser tão importante para dar lugar ao “porquê”. #simonsinek em seu brilhante vídeo/aula fala sobre o “círculo dourado”… o porquê tem a ver com o sentido que algo ou alguém faz para o outro.

O cliente precisa ver sentido em treinar na sua academia. O cliente precisa entender que encontrou um local “legal” para treinar, que ele goste e que valha a pena o investimento de tempo e dinheiro.

Enquanto buscamos “fórmulas mágicas” para oferecer, esquecemos de perguntar se o que estamos fazendo faz sentido para o outro!