Normalmente por insegurança motivada pela falta de conhecimento em sua potencialidade de decidir!

Nossas tomadas de decisão não são somente por motivação racional. A mente se desenvolve de duas maneiras: uma rápida que é mais intuitiva e emocional e outra devagar que é mais lógica e deliberativa. As decisões são tomadas principalmente pela nossa experiência. Temos defeitos e vícios nos modelos de tomada de decisão mais intuitiva que possuem às vezes um peso nessas decisões, pois podem colocar as pessoas em apuros! Tanto nos negócios quanto na vida pessoal. Isso porque há uma tendência a agirmos intuitivamente e de maneira cômoda.

As empresas podem ser impactadas pelos comportamentos humanos e consequentemente nos modelos de tomada de decisão individuais, onde na maioria das vezes não nos damos conta se estamos ou não tomando a decisão mais assertiva, pois, dotados de convicções pessoais, acreditamos estar no caminho certo.

As pessoas têm maneiras diferentes de se posicionar diante de uma situação e temem serem reprimidas. Em cada um de nós há duas maneiras de tomar decisões: uma apoiada em nossa intuição e emoção e outra pelo nosso lado mais racional e lógico. Como temos uma tendência a nos rotular como mais emocionais ou racionais, nossas tomadas de decisão são mais tendenciosas deixando de ser analíticas.

– Quais as consequências disso para o profissional?

A falta de credibilidade na hora de decidir. O trabalho é por si só um ambiente que cobra e exige assertividade. Ser uma pessoa que demora para tomar uma decisão ou mesmo a toma, mas se sente inseguro, vai transmitir isso ao ambiente. Como consequência um clima de instabilidade se instaura e isso compromete tanto a entrega de resultados quanto as relações humanas. Estar seguro se uma decisão será ou não positiva para o todo requer autoconhecimento e uma boa equalização nas duas maneiras de tomar decisões. Há uma tendência em tomarmos decisão de maneira mais intuitiva e emocional, porque acreditamos erradamente que o que é mais conveniente e confortável nos leva ao caminho certo. Isso nos ilude e nos coloca em uma zona de conforto arriscada.

– E para a empresa?

Uma pessoa que tem dificuldade para tomar decisão ou que toma decisões frequentemente apoiadas em suas convicções pessoais sem levar em conta todo o ambiente compromete os resultados e a performance como um todo. Isso não prejudica somente as pessoas, mas também o posicionamento da empresa. No mundo dos negócios o medo de perder dinheiro costuma ser maior ou mais impactante do que ganhar dinheiro, praticamente todas as vezes. O que acontece é que podemos perder algumas possibilidades de sermos bem-sucedidos numa tomada de decisão simplesmente por medo de não ser capazes de analisar se tal decisão será positiva ou não. E obviamente isso irá impactar o bom desempenho de uma empresa, simplesmente pelo fato de que sua performance poderá ficar estagnada.

– Como o profissional pode mudar esse comportamento e passar a tomar decisões?

É uma característica das pessoas de sucesso terem os dois sistemas de tomada de decisão à disposição delas, pois entender as duas formas de pensar vai fazer com que as suas competências sejam utilizadas de maneira mais eficaz, onde entender as diferenças e quando cada modelo de tomada de decisão entrará em ação, fará com que tomemos melhores decisões. O primeiro passo é reconhecer o que te impede de seguir adiante e tomar as decisões necessárias. A medida que adquirimos experiências pessoais, nos tornamos mais seguros em relação ao que temos que decidir e os impactos que essas decisões podem gerar. Uma boa solução para saber utilizar tanto a intuição quanto a lógica a seu favor seria usar a ancoragem ou a análise mais equalizada entre a emoção e a razão, e, nesse caso, desenvolver a habilidade de ser capaz de analisar os prós e contras de uma tomada de decisão.

– Tem como a empresa ajudar o profissional nesse processo?

Nossas crenças e hábitos são muito influenciados tanto pela intuição quanto pela lógica, e para ter sucesso é necessário ter hábitos que impulsionem nossas rotinas diárias de maneira a manter nosso dia a dia mais produtivo. É o caso das práticas meditativas, exercícios físicos, hábitos alimentares e de consumo onde nossas escolhas vão manter a saúde em dia nos permitindo ter uma vida mais equilibrada, feliz e consequentemente mais produtiva.

A qualidade das previsões e da intuição profissional não é um dom divino que algumas pessoas têm e outras não. Previsibilidade e regularidade do ambiente e a exposição do profissional a uma prática prolongada com o feedback são os impulsionadores para formar e apoiar profissionais a serem melhores tomadores de decisão.

Um programa de coaching executivo, por exemplo, fará com que o profissional aprenda a posicionar-se pessoal e profissionalmente reconhecendo seus limites e o mais importante, sabendo como lidar com suas capacidades, competências e expectativas e passará a ter mais segurança na tomada de decisão.

– Muitas vezes, criam uma barreira justamente na hora de enfrentar o desafio de frente. Por que isso acontece?

As tomadas de decisão intuitiva nos permitem pensar se devemos desistir ou lutar, mas isso só é possível quando temos uma vasta experiência de vida. As tomadas de decisão mais lentas são como computadores que resolvem os problemas de maneira mais complexas, mas isso nos custa um tempo que às vezes não temos. As duas maneiras de pensar funcionam juntas, não podemos dizer que somos mais emocionais e intuitivos ou racionais e deliberativos. Isso é um erro. Somos um conjunto de informações que nos permitirá (ou não) tomar a melhor decisão que uma situação exigir.

Intuitivamente tomamos decisões mais rápidas quando há um perigo iminente, mas o sistema lógico precisa de problemas mais complexos para entrar em ação e é ele quem nos faz parar e analisar. O controle de uma situação que exige mais precisão requer a utilização de tomadas de decisão mais lógicas que possuem uma tendência a cometer menos enganos.

Quando nos rotulamos como sendo mais racionais ou emocionais, criamos crenças pessoais que nos limitam e nos impedem de seguir em frente, pois são os nossos valores que nos dão permissão para evoluir e decidir da melhor maneira possível.

– Como o profissional pode criar um mapa mental que o ajude a tomar decisões?

Autoconhecimento e adquirir experiências de várias maneiras. Para chegar ao ponto de dizer ou agir “confie em mim, sei o que estou fazendo ou dizendo”, vai levar algum tempo.

Um feedback rápido acelera o processo de aprendizagem de um empreendedor ou profissional e isso vai contribuir com o acúmulo de experiências necessárias para o aprimoramento da qualidade e com a sua intuição sobre os negócios.

Por não termos um ambiente regular e previsível, ficamos expostos ao risco de tomar decisões de maneira correta ou não. Como não temos como prever qual o melhor produto ou serviço oferecemos para os clientes, precisamos testar, medir, aprender, experienciar o que fazemos para poder ter a capacidade de decidir se estamos no caminho certo.

Nossa intuição deve ter uma base sólida para tomar boas decisões porque vamos usá-la no decorrer da vida para tomar nossas decisões. Isso porque nem tudo é racional e lógico e nem sempre temos uma boa explicação para o que acontece no ambiente corporativo.

O que acontece é que podemos confundir o que é intuitivo ou racional com histórias ou ilusões pessoais e isso confunde nossa intuição. Quanto mais experiência menos vulnerável nos tornamos e menos ilusões criamos. Ser otimista é uma característica de empreendedores ou tomadores de decisão, mas não podemos com ele criar cenários instáveis e negligentes apoiado em convicções pessoais apenas.

Ao olhar para a intuição, não se pode esquecer de olhar para o lado mais lógico, dos dados, da realidade e de experiências de outras pessoas. Estar exposto à sorte nem sempre produz resultados consistentes.

Saber equalizar os riscos de agir ou não é o que se espera de uma pessoa pessoal e profissionalmente, por isso, reconhecer os seus padrões entendendo que você possui duas maneiras de pensar e agir, fará com que suas decisões sejam certas e reconhecidas. E isso é o que fará de você um profissional bem-sucedido ou não.

Um forte abraço e não esqueça de deixar o seu comentário!

Cris Santos