Em um ambiente corporativo é muito comum um colaborador ter muitas ideias que acredita serem importantes e eficazes, mas acaba que o seu chefe não dá a mínima para elas. Fica com uma sensação de inutilidade, de não ser ouvido, de ser preterido ou até mesmo desprezado pelo chefe. Parece que nada que ele diz ou pede tem sentido.

Na outra ponta o seu chefe também o cobra dizendo que tem que dar a suas ideias, tem que fazer projetos, que tem que colaborar com a empresa, tem que pensar como um todo pra gerar novas possibilidades de crescimento, fazer pesquisas de mercado entre outras estratégias.

Importante é saber que sim, suas ideias são bem vindas e sim, seu chefe tem que incentivá-lo a oferecê-las à empresa.

O que não acontece é que nem o colaborador  apoia-se na construção de um estudo de viabilidade econômica de suas ideias e nem o seu chefe o orienta para fazê-lo. Tanto um quanto outro geram expectativas sobre suas entregas, mas não combinam, não conversam, não trocam informações.

Se toda vez que um colaborador tiver uma ideia “mirabolante” a empresa acatar sem entender sua viabilidade e necessidade, irá falir e isso não será bom para ninguém. Perde a empresa, perde o colaborador, perde o chefe.

Como recurso, ao querer ser mais participativo e cooperativo, você deve pensar em alguns pontos que vai fazer o seu chefe olhar para seu projeto com interesse:

O QUE é o projeto? São os objetivos, o que pretende alcançar com o seu projeto ou ideia, organizando isso em objetivos gerais e objetivos específicos. Os gerais são os objetivos mais amplos ou o resultado máximo que você quer alcançar. Costuma ser escrito em uma frase mais geral, que engloba o conjunto dos objetivos específicos. Os específicos são as metas que se pretende alcançar. O que se quer atingir com o projeto. Cada objetivo específico precisa ser claro para facilitar a escolha um ou mais métodos para executá‐lo, além de facilitar a avaliação no final do projeto.

COMO deverá ser feito? Qual o método ou metodologia você irá adotar. Aqui você deve dizer qual o local e o público participante do seu projeto e quais os procedimentos didáticos que serão desenvolvidos, quais os conteúdos que serão trabalhados e quais os recursos que serão utilizados para atingir seus objetivos. Pense sobre COMO você vai alcançar cada objetivo específico que determinou para sua ideia.

QUANTO vai custar? E QUANTO vai ganhar. Veja, um projeto precisa ter uma ideia do investimento necessário para ser efetivado e o que se vai lucrar com ele. E falando de lucratividade há itens que podem ser levados em consideração como um evento na empresa que não tem fins lucrativos, mas que irá fortalecer o posicionamento da empresa e gerar mais credibilidade no mercado. Essa é também uma forma de gerar lucratividade e ganhos.

QUEM se beneficiará com isso? As pessoas vão ter benefícios? Vão aproveitar? Vão sair satisfeitas? Além disso o projeto tem um público alvo? Serve para todos? Defina isso desesperadamente.

QUANDO? Toda ideia sem prazo é só uma ideia. Mas uma ideia com prazo se torna um meta! Importante estabelecer cronologicamente metas de curto, médio e longo prazo em ordem de prioridade e importância.

POR QUE você pensou nesse projeto e dessa maneira? Talvez o mais importante. A construção de um projeto que parte de uma ideia: qual será a sua justificativa o POR QUÊ você acha importante fazer esse projeto, dessa maneira e com o público escolhido e sobre os temas escolhidos da maneira que pensou! Suas justificativas vai inclusive mostrar para você mesmo se sua ideia faz sentido. Nesse sentido tente pensar como dono da empresa e procure abstrair a parte do envolvimento emocional com uma ideia. O pior que pode acontecer a um criador de ideias e projetos é apaixonar-se por ela!!!

Se depois de levantados esses pontos, depois de ter mostrado a ele o valor do projeto e também a rentabilidade esperada ele não te ouvir, aí… monte um plano para trocar de chefe e vá procurar a sua turma!!!

Um forte abraço.
Cris Santos.

Gostou? Deixe seu comentário.
Não gostou? Deixe também.