Vai “ralar”, aprender com os seus próprios erros, sofrer na mão de outras pessoas, ouvir muito não da vida e das pessoas, e, somente aí, você pode fazer um curso de coaching.

Depois disso, faça permuta para testar-se! Atenda pessoas como se fossem sua ótima oportunidade de aplicar e, com isso, aprimorar seus conhecimentos através de experiências positivas. Avise e peça permissão para o seu coachee de que está em processo de amadurecimento da metodologia e técnica e, depois de uns 50 atendimentos com as diferentes aplicabilidades, seja carreira, executivo, de vida ou corporativo, com reais evidências de sucesso sem cobrar por isso, aí sim, somente aí você pode dizer que é um coach em início de carreira de coach!

Antes disso não vai te servir para nada. É apenas mais uma formação.

Ser um coach é diferente de se tornar um!

O termo coaching banalizou! Caiu na seara do desconhecido e como tudo o que fica sem entendimento está sujeito ao preconceito e julgamento.

São tantas as denominações para descrever o método de coaching, que o mais utilizado pelos que tentam descrever o processo é a terapia! Coaching não tem nada de terapêutico, ao contrário! Coaching é sim e não! É apoiado em algo real e tangível e que pertence ao outro.

O que acontece é que muitos coaches que não tem experiência acabam eles próprios confundindo o que seria terapia e quando é necessário parar o processo é encaminhar para a terapia. Terapia é tratamento, coaching não é! Coaching “enquadra” o coachee com perguntas que ele coachee precisa responder e na grande maioria ele até sabe, mas tem medo da responsabilidade de ter que fazer algo com isso.

Conduzir o coachee para essa realidade e consciência de que ao perceber o que não está dando certo, precisará agir e decidir o que fazer é o cerne do processo em si.

Por não ser tão simples e muito impactante, causa efeitos emocionais e até reações físicas que precisam ser amparadas por um profissional experiente em atendimentos de coaching.

Um outro ponto a se pensar é que pessoas estão tentando achar uma saída para substituir o emprego informal. E a carreira de coaching entrou para essa lista. O brasileiro é por si mesmo empreendedor, mas não adianta abrir um negócio porque você tem confiança em você mesmo e tem muita disposição. Além de frágil e insuficiente, isso não te fará ser excelente.

A excelência vem com a prática e com os erros, não com os acertos!

Quem sofre com isso é a própria profissão, pois para se tornar um coach é necessário entender o universo do outro e pensar em quais ferramentas irá utilizar para fazê-lo pensar e refletir rumo às tomadas de decisão que precisará ter para atingir a meta.

As principais competências para ser um coach são ter experiências de vida feliz, triste, desafiadora, ser resiliente com os próprios desafios, conhecer-se a si mesmo com pelo menos uns 10 anos de terapia individual, praticar o auto-conhecimento, saber ouvir que é diferente de escutar, ter cuidado com as perguntas que são a base do processo e o principal, ter paixão pelo desenvolvimento e amadurecimento do outro!

Pense nessas 3 coisas para apoiar mudanças:

• Gostar de gente
• Gostar de processos
• Dar a devida importância para a meta do outro.

O coaching ao contrário do que se espera, expõe nossos fracassos pessoais para nos colocar em contato com a realidade que tanto tentamos esconder: de pessoas, nas redes sociais, de nós mesmos

Como somos programados para viver em grupo, conseguimos sobreviver às nossas frustrações e limites porque temos pessoas por perto que acabam nos ajudando direta ou indiretamente. A principal variável da nossa felicidade é a qualidade das nossas relações.

Mas quando o coaching se apresenta para alguém é porque esse alguém percebeu que agora é com ele, que se ele não mudar nada mudará!

Imagina se você for menos consciente que isso? Como será o processo?