Série EmpreendeDORES – Texto 4: Centralizar pode custar caro!

Você já parou para pensar que você pode não saber o exatamente quais são as necessidades da sua equipe? E dos seus clientes? Você sabe?

Não que centralizar seja ruim, pois tomar decisões faz parte do dia a dia de um gestor. O ponto é quando essa centralização impede que a empresa se desenvolva e cresça aguardando um “sim ou não” para tomar uma decisão que pode demorar mais do que a empresa ou os clientes possam esperar.

Na outra ponta há o descentralizar que muitos gestores confundem com “delargar”. Descentralizar tem a ver com dividir opiniões onde um conjunto de pessoas é capaz de tomar suas decisões dentro da empresa.

Para entender um e outro dá para pensar mais ou menos assim: centralização = chefe; descentralização = líder.

Para saber se sua gestão é ou não centralizadora, veja essas dicas:

  1. Só você tem o poder da caneta?

    Tudo o que você faz na academia depende do seu sim ou não? É claro que tem coisas que você precisa decidir como empréstimos, investimentos, missão do negócio, sua visão de negócio, seus planos estratégicos. Mas se todos eles vêm apenas de você e não há compartilhamento você corre o risco de engessar o seu negócio. E o pior, de perder sua saúde. Imagina você poder dividir a responsabilidade não somente do erro, mas do acerto. Isso impulsiona a sua empresa a crescer. Se todos participarem ativamente das tomadas de decisão, todos se comprometem em fazer dar certo. É claro que não pode haver exageros como ideias mirabolantes e panos estratégicos que irão gerar um custo desnecessário. Tudo precisa ser (bem) pensado.

  2. O famoso “gato de três donos”!

    Quando se tem uma gestão dividida entre donos (sócios) corre-se o risco de o gato, no caso a sua empresa morrer de sede, de frio ou de fome. Principalmente quando um depende da tomada de decisão do outro. Volta para aquele estado de assinaturas de contratos, ok, mas se não há boa comunicação entre vocês, corre-se o risco de haver gastos de tempo, energia, retrabalho e dinheiro desnecessários. Fora que a equipe fica insegura porque não sabe em quem podem depositar confiança e esperança de que as coisas irão funcionar. É o caso de buscar recursos para melhorar a empresa ou trocar pessoas da equipe que não estão dentro do sistema ou clima organizacional.

  3. Ninguém é tão bom quanto você?

    Você tem que fazer tudo e não te sobra tempo para nada! Olha, esse talvez seja o pior sintoma da centralização. Sua equipe te pede tudo o tempo todo? Até para trocar uma torneira? Se para trocar uma torneira as pessoas te solicitam, certamente elas jamais tomarão nenhuma outra decisão mais complexa. Esse sintoma tem a ver com o medo de errar e sim, você pode estar causando isso nas pessoas. Quando um gestor é muito centralizador, nada parece estar a contento, é como se ninguém fizesse nada direito. Desde a contratação até a construção de grade horária você participa e ninguém pode fazer isso. Você não gosta de uma aula ou não concorda, e, mesmo você tendo um coordenador tem que valer a sua opinião. Pelo amor de Deus! Contrate pessoas que sejam competentes então, isso não é função de dono. Mesmo que você seja um dono que veio do fitness, ou tenha sido coordenador e resolveu montar o seu próprio negócio. Deixe o seu atual coordenador tomar as decisões e avalie se está coerente com a sua metodologia. Lembre-se, a empresa é sua e sim você é o responsável por ela, mas isso não significa que todo mundo é ruim e você o bom. Você resolveu empreender e ser o gestor, agora precisa agir como tal e tocar estrategicamente o seu negócio para fazer crescer.

Lembra que para ser um bom empreendedor você precisa pensar grande? Então seja tão grande quanto o seu sonho. Entendendo esses sintomas, pode-se tratar com o remédio adequado e para isso, ter uma gestão equilibradamente apoiada em centralização e descentralização pode ser um bom negócio.

Duas dicas para fazer uma gestão equilibrada:

  1. Tenha confiança: permita que as pessoas assumam a responsabilidade sobre seus atos. Isso vai evitar você ficar apagando incêndio o tempo todo, vai te sobrar tempo para pensar estrategicamente. Muitos gestores têm medo de delegar tarefas, seguram informações. Isso não é saudável, a equipe precisa entender que faz parte do todo. A confiança nas pessoas estimula a criatividade, elas engajam-se mais em querer fazer o seu melhor. Para evitar desperdícios como um evento mirabolante, dê a elas os limites que você deseja. Deixe elas entenderem até onde podem ir. Diga o que espera delas. E… delegue!
  2. O papel do líder: seja um motivador da sua equipe, avalie as informações e opiniões das pessoas, corrija se for necessário, audite e cobre. Tudo bem fazer isso, é justo. Mas mostre que as pessoas participaram da tomada de decisão que a opinião de todos é importante. Preste atenção nos seus processos principalmente os que envolvam comunicação interna. Estabeleça regras para que a comunicação aconteça: reuniões periódicas (uma vez por semana), e-mail com cópia para todos (intranet).

Para que sua saúde não seja comprometida e nem o seu negócio, aprenda a equilibrar as ações de gestão, saiba a hora de agir, controle sua ansiedade. Você vai perceber que as pessoas não são um problema, mas a solução da empresa!

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